sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Intolerância rima com ignorância


Ânsia. Ânsia de vômito é o que eu sinto sempre que me deparo com algum tipo de intolerância. Na mesma hora me vem um tiro no estômago, uma vontade de não pertencer ao mesmo mundo que o intolerante, e vejam o paradoxo, eu sou intolerante com os intolerantes. Desejo explicar o porquê.

Por certo acredito em alguns valores absolutos porque penso serem a base para que os valores relativos possam se mover. Na verdade creio que a base do dinamismo e do movimento – essenciais para a vida no Universo – são pautados pela dualidade absoluto x relativo.

O pensamento intolerante é um pensamento fechado. Nele as regras estão estabelecidas e não há uma mínima possibilidade de flexibilização. A intolerância é a incapacidade de aceitar no outro aquilo que você não aceita em você. Ou seja, é um comportamento extremamente nocivo para a sociedade, porque mata a importante necessidade de diferenciação necessária para que a individualidade seja preservada, para que não nos tornemos uma massa homogênea, sem diferenciais.

Todos os valores absolutos nos quais acredito estão pautados em um: Respeito. O valor absoluto primordial. Com ele conseguimos pautar todos os outros, positivos e negativos. O respeito é uma linha tênue que impede as individualidades de se autodestruírem. Ele é capaz de fazer com que as pessoas tenham preservadas os seus diferenciais.

O respeito, por exemplo, não permite que sociedades comunistas prosperem porque não pode haver respeito quando se tenta nivelar os indivíduos. O respeito não permite que sociedades nazistas prosperem, pois não pode haver respeito quando um ser acredita-se melhor do que outro e divide os outros em raças. Em contrapartida, as leis são bons exemplos de iniciativa que tende a preservar o respeito, contanto que as mesmas sejam preservadas.

O respeito não é só com o alheio, é consigo também, com a própria saúde, com o próprio corpo. Para onde nos levará o respeito? O respeito nos levará para uma sociedade em que imperará uma dança sadia de individualidades criativas, saudáveis, comunicativas, produtivas e porque não dizer alegres e felizes? É por isso que não tolero a intolerância.

1 comentários:

Bandeirantes e Pioneiros disse...

Não concordo com vários pontos que você levantou, que se apresentam como nuvens escuras movendo-se rápida e desorganizadamente sob o céu que, ao fundo, pelas pequenas e casuais aberturas (seriam casuais?), se revela azul. O céu azul ... Como não se vê céu azul nos melhores textos escritos atualmente, não me preocupo em falar de suas nuvens escuras, paradoxalmente tão pequenas frente aos repentes de verdade que lançou nesse seu texto. Aplausos! Raramente se vê a intuição nos textos modernos! (leia-se: raramente se intui algo da leitura de textos modernos). Esse fenômeno gratificante que o seu texto me permitiu vivenciar só pode ter sido possível pela escrita imaginalista. Vou aplicar mais isso em minha vida. Obrigado.