
Para onde estamos indo? Perguntou o garoto. Um close no rosto do pai deixava claro que não se sabia para onde. Mas porque é preciso sempre estar indo para algum lugar? Porque não podemos ficar quietos um minuto que seja? Porque nosso pensamento está a todo momento vivo e nunca morre? E não me venham falar de morte, pois se o pensamento cessar com a morte disso não tomaremos conta.
O menino pergunta mais uma vez: - Pai, para onde estamos indo? Um close no rosto do pai deixa claro que ele se preocupa. Algumas rugas já surgiram no canto dos olhos. Um olhar cansado começa a nascer. Uma desesperança e uma angústia elevam o olhar daquele homem para os céus, porque o céu é mais etéreo do que a terra que nos serve de chão. E como não vemos o fim do céu, podemos imaginar que lá exista um homem sábio com todas as respostas.
O filho por fim cansado de perguntar, senta-se. Não mais se preocupa com aquela questão porque se encantou com uma linda borboleta de asas azuis que cintilam com o bater dos raios de Sol. O pai também se encanta pela vivacidade do azul, como se pulsasse, como se estivesse ali um alento para as dores da ignorância.
Pai e filho passam a seguir a borboleta. Desejam voar livremente como ela, mas não conseguindo, contentam-se em acompanhar aquele gracioso vôo que de flor em flor se estabiliza em beijos apaixonados de pólen. O jardim agora todo contempla o pequeno animal, que ignora, mas ignorando vive e vivendo aprende.
O menino pergunta mais uma vez: - Pai, para onde estamos indo? Um close no rosto do pai deixa claro que ele se preocupa. Algumas rugas já surgiram no canto dos olhos. Um olhar cansado começa a nascer. Uma desesperança e uma angústia elevam o olhar daquele homem para os céus, porque o céu é mais etéreo do que a terra que nos serve de chão. E como não vemos o fim do céu, podemos imaginar que lá exista um homem sábio com todas as respostas.
O filho por fim cansado de perguntar, senta-se. Não mais se preocupa com aquela questão porque se encantou com uma linda borboleta de asas azuis que cintilam com o bater dos raios de Sol. O pai também se encanta pela vivacidade do azul, como se pulsasse, como se estivesse ali um alento para as dores da ignorância.
Pai e filho passam a seguir a borboleta. Desejam voar livremente como ela, mas não conseguindo, contentam-se em acompanhar aquele gracioso vôo que de flor em flor se estabiliza em beijos apaixonados de pólen. O jardim agora todo contempla o pequeno animal, que ignora, mas ignorando vive e vivendo aprende.
2 comentários:
Bela reflexão!
Embora eu acredite que sempre estamos "indo" a algum lugar, e do mesmo modo sempre estamos "perdidos" em certezas, geralmente absolutas, derivadas de alguma ideologia balofa e 'cientificista' de algum pensador irresponsável ou perverso intelectualmente.
A mim parece que quando alguém julga o iluminismo, positivismo ou outra teoria qualquer desconexa com evidentemente inerente ao ser humano, é porque as coisas vão mal. Penso que Nietzsche estava errado quando julgou o pessimismo coisa a ser superada. Se exatamente isto que salva os homens... Por isto Schopenhauer conhecia muito mais a alma humana que qualquer outro destes "criadores" de corrente libertadora que na verdade planificam as ideias num 'pasto de mansos cordeirinhos'.
A causa é latente, a crueldade. O resultado é notório, a hipocrisia da sociedade.
Quanto ao resto de opções de onde "vamos", parecem tão somente os velhos caminhos que possibilitam ao homem escapar da dor e da desgraça. Nada mais há!
Parabéns pelo blog, é ótimo!
Abraço,
Eu sei pra onde estamos indo, estamos indo direto para o abismo.
"Você sabe o que é um abismo?" - como diria o Golias à Sra. Paça Besouro.
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