
A usura que nos compõe a todos e a qual mal podemos evitar. Somos usurários do tempo e do amor. Porque cobramos do tempo poder e do amor felicidade. Tremendas ilusões que trazem pesar, pois é assim que seguimos nos enganando frente ao soar frenético do sino que a todo momento nos alerta sobre os verdadeiros sabores por trás do qual está o banquete da realidade.
Seres frugais e descordenados ao pensar serem deuses quando em verdade os próprios deuses não se preocupam com questões de hierarquia.
Os caminhos são sempre os mesmos. Nunca iguais. Não porque em sua essência a matéria não se altere, pois que se altera de qualquer forma, mas porque o caminho não é o fim em si, o fim está em sua transposição deixando que a realidade nos abduza e que a ignorância seja esquecida nos porões da mente.
Viver é um meio tendo por significado a alquimia dos acontecimentos. Deus é um pretexto mal utilizado pelos praticantes do ócio intelectual, ora como verdugo, ora como oferenda.
Uma vida sem intempéries é moribunda. Somente o maldito deseja o caminho da inércia e da exatidão. Transcorre que continuamos a acreditar que precisamos do tempo para nossa transformação quando verdadeiramente estamos fadados ao não ser, ao estar, até quando assim a nossa natureza humana o deseje.
2 comentários:
tô em plena discordância de que em qualquer concepção de """"fim"""" a realidade exclua a ignorância. muito provavel porque não consigo imaginar UMA SITUAÇÃO ou UM FATOR capaz de adormecer a ignorância do ser humano.
!!! Usei a mesma imagem que você num texto publicado muito depois do seu, hehehe. Terá sido "plágio"? Pior q foi coincidência mesmo.. :)
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