terça-feira, 18 de outubro de 2011

Quem mexeu no meu queijo?


Vivemos as voltas com os ratos. Somos obrigados a conviver com os ratos. E os ratos também são obrigados a conviver conosco. E nós sabemos, ao contrário dos ratos, que não seria interessante exterminar por completo esses roedores bigodudos porque apesar de muitos transmitirem doenças e não serem nenhum modelo de fofura animal, os ratos tem a sua função na estrutura da natureza.

Ao contrário dos ratos que possuem um cérebro do tamanho de um caroço de pitanga o ser humano tem um cérebro muito maior e por ser portador dessa estrutura mais avantajada detém a graciosa capacidade de raciocínio muito mais avançado sendo então considerado por ele mesmo, já que os outros animais tem coisas mais importantes para se preocupar, como o rei da selva (que leão que nada).

Na última semana tivemos a notícia de que um rato morto foi encontrado em um pacote de salgadinhos da Elma Chips. A PepsiCo, empresa fabricante do produto tratou de informar que não é responsável pelo rato, o dono do supermercado não ficou atrás e também tirou o corpo fora, de modos que mais uma vez os ratos aparecem para desequilibrar o equilíbrio natural das coisas: homens de um lado, ratos de outro.

Mas e quando os ratos não são ratos de verdade, mas aqueles da pior estirpe, os ratos de metáfora? Aqueles gordos, com longos bigodes, que poderiam até usar uma cartola preta na cabeça e um charuto na boca, que fazem transações escusas por baixo dos bueiros das grandes corporações financeiras e que acabam com toda a comida deixando somente as migalhas para o restante do zoológico?

Ao contrário do que poderíamos esperar de ratos gordos, obesos por sua compulsão mórbida por mais e mais comida, esses ratos não se tornam lentos e letárgicos, mas ao contrário ficam mais e mais compulsivos por comida. Ágeis e egoístas. Os ratos de Wall Street: Os bancos e as grandes corporações que se perderam no nível da ganância e que ganharam um movimento contra de protesto o "Ocuppy Wall Street", que vem angariando cada vez mais adeptos nos EUA e também no resto do mundo.

Apesar dos manifestantes do Ocuppy Wall Street ainda não estarem muito certos do que realmente querem angariar com os protestos, o movimento de toda forma é benéfico e cresce a cada dia por um propósito salutar: salvar o capitalismo do próprio capitalismo.

Os ratos transmitem doenças. Movimentos como o Ocuppy Wall Street aparecem para mostrar que tais doenças também podem ser metafóricas. Que tais doenças podem causar um rombo tão grande na economia mundial e afetar tantas pessoas que às vezes deveríamos parar para pensar se não são os verdadeiros ratos – os pequenos roedores de quatro patas – que deveriam fugir ao avistar a um dos nossos ladrões de queijo.

0 comentários: